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    A focus on fortified wines, the attention they deserve

Alex Bridgeman
    Just a few weeks away from the next the b.f.t. 9th edition, which will be held as in previous editions, at Church House Conference Centre, in Westminster, London, we publish the interview Alex Bridgeman granted us, currently and since the last b.f.t. edition, the main responsible and the "face" of this event.

    PtoPwine: Personally what is your relationship or feeling about fortified wines and Portuguese fortified wines in particular?
    AB: When I was 21, my grandparents opened a bottle of Taylor's 1963 vintage Port (I was born in 1963). When I said I liked it, my grandfather was very disappointed. He explained he had hoped I would not like vintage Port because then he would be able to keep the other 12 bottles of Taylor's 1963 for himself. He was very sad when he gave me the rest of my 21st birthday present from my grandparents, but very happy over the next few years when he shared one with me from time to time to celebrate birthdays. My last bottle from the case was opened to celebrate my 50th birthday and the memory of my wonderful grandparents. I have always had a love of fortified wines, especially of Port and wines made in a similar way, such as Cape vintage from South Africa, and was deeply honoured a few years ago to be elected as a Cavaleiro da Confraria do Vinho do Porto. I am also a frequent contributor to the website theportforum.com, where there is a database of around 5.000 tasting notes on Port of all types.

    PtoPwine: Why the need of an exclusive fortified wine tasting?
  AB: Fortified wines are - quite wrongly - overlooked by so many people. They are amazing examples of the skill of the winemaker and because they are often made as almost as a hobby, they frequently represent amazing value for money. At a normal wine fair, such as the London Wine Fair, 99% of the wines shown are table wines. Anyone looking for a fortified as to search through the entire show to find perhaps 10-15 examples. At a wine show dedicated to fortified wines people who attend are looking specifically for this style of wine and know that everything on show is in this category. At the same time the producers who are showing their wines, know that the people attending are people buying, selling, serving or writing specifically about fortified wines. I learned so much at the show about styles of fortified wine which I've not drunk often before - chilled sherry from the fridge during the hot summer or white Port and tonic over ice have been delightful drinks this year.

    PtoPwine: How do you see the evolution of The b.f.t. since its first edition? Is there a growing interest in fortified wines?
    AB: The first b.f.t. was organized by Danny Cameron and had 12 exhibitors and aroud 100 visitors. The first show was a great success and generated a lot of interest among buyers and producers and the second year was much bigger. After a few years the show grew to the point where it needed to move to a larger venue and relocated to Church House in Westminster. Interest in fortified wines is growing, but these are definitely not mainstream wines - even though they should be. There are more Sherry bars and tapas bars serving Sherry in London than 10 years ago and Port bars or restaurants specialising in Port are starting to open. I hope that by making it easier for bars and restaurants owners to meet the producers we are doing our small part to help the growth of the consumer's interest in fortified wines.

    PtoPwine: What are the perspectives for The b.f.t. 2019 edition?
    AB: In 2016 the show was organized by Ben Campbell-Johhston. Sadly, he died in late 2016 and the show did not run in 2017. I felt very strongly that fortified wines should continue to have their own show where trade consumers and buyers can learn more about these very special wines and, hopefully, to continue Ben's wonderful legacy. The show is relative small, with around 40 producers showing 200 wines to about 400 visitors. The size is perfect as it allows the show to be relatively intimate and for producers and visitors to spend a good amount of time with each other. We are working hard in 2019 to increase the number of independent wine merchants and on trade operators who visit the show and are looking at the possibility of including a mixologist who can show visitors the versality of these wines in cocktails, but we don't plan to increase the size of the show too far.
                                                                                 with permission the b.f.t.

4 perguntas a Alex Bridgeman, o responsável pelo The b.f.t.

A atenção que os vinhos fortificados merecem

    A menos de 2 meses da próxima edição do The b.f.t., a 9.ª, que este ano se realizará a 16 de Abril, na Church House Conference Centre, Westminster, em Londres, como em anos anteriores, publicamos a entrevista que Alex Bridgeman nos concedeu. Alex Bridgeman é, actualmente e desde a última edição, o responsável e a face de toda a organização deste acontecimento.

    PtoPwine: Pessoalmente qual é a sua relação e opinião sobre os vinhos fortificados em geral e os portugueses em particular?
     AB: Quando eu tinha 21 anos, os meus avós abriram uma garrafa de vintage Taylor's 1963 (nasci em 1963). Quando eu disse que tinha gostado, o meu avô ficou muito desapontado e explicou-me que esperava que eu não gostasse do vinho do Porto para ficar com as restantes 12 garrafas de Taylor's vintage 1963 para si. Ficou muito triste quando me ofereceu o resto do meu presente de 21 anos de aniversário, mas ficou muito feliz nos anos seguintes, quando compartilhava comigo uma garrafa deste vintage, de vez em quando, para celebrar aniversários. A minha última garrafa deste conjunto foi aberta para celebrar o meu aniversário de 50 anos e a memória dos meus maravilhosos avós. Sempre gostei muito de vinhos fortificados, especialmente de vinho do Porto e de vinhos similares, como o Cape vintage, da África do Sul e fiquei profundamente honrado quando, há alguns anos atrás, fui eleito Cavaleiro da Confraria do Vinho do Porto. Também sou um colaborador frequente do site theportforum.com, onde existe um banco de dados com cerca de 5.000 notas de prova de todos os tipos de vinho do Porto.

    PtoPwine: Porquê a necessidade de uma apresentação exlusiva de vinhos fortificados?
    AB: Os vinhos fortificados são - muito injustamente - a maioria das vezes, esquecidos. Mas são vinhos que são exemplos surpreendentes da perícia do produtor e porque são frequentemente produzidos quase como um passatempo, para além de frequentemente terem uma boa relação qualidade preço. No geral das apresentações dedicadas ao vinho, como a London Wine Fair, 99% dos vinhos são vinhos de mesa. Quem procura um determinado vinho fortificado tem de procurar por todo o evento para encontrar talvez 10 ou 15 exemplos. Numa mostra de vinhos dedicada a vinhos fortificados, as pessoas vão especificamente por este tipo de vinho e sabem que todos os vinhos apresentados são deste estilo. As mesmo tempo, os produtores que apresentam os seus vinhos, sabem que as pessoas presentes são pessoas que compram, vendem, servem ou escrevem especificamente sobre vinhos fortificados. Tenho aprendido muito neste evento sobre estilos de vinhos fortificados que não tinha bebido muitas vezes - sherry fresco no frigorífico durante o Verão ou Porto branco e água tónica com gelo, têm sido bebidas deliciosas.

    PtoPwine: Como vê a evolução do The b.f.t. desde a sua primeira edição? Existe um interesse crescente nos vinhos fortificados?
    AB: O primeiro b.f.t. foi organizado por Danny Cameron e teve 12 expositores e cerca de 100 visitantes. A primeira edição foi um grande sucesso e gerou muito interesse entre compradores e vendedores e o segundo ano foi muito maior. Depois de alguns anos, o evento cresceu até ao ponto em que era preciso mudar para um local maior, a Church House em Westminster. O interesse em vinhos fortificados está a aumentar mas definitivamente não são vinhos convencionais - embora devessem ser! Há mais bares de xerez e bares de tapas que servem xerez em Londres do que há 10 anos atrás e estão a começar a aparecer bares e restaurantes especializados em vinhos do Porto. Esperamos que, ao tornar mais fácil aos proprietários de bares e restaurantes o conhecimento de produtores, estejamos a fazer a nossa pequena contribuição para ajudar ao crescimento do interesse do consumidor nos vinhos fortificados.

    PtoPwine: Quais as perspectivas para a edição de 2019?
    AB: Em 2016 o evento foi organizado por Ben Campbell-Johnston que, infelizmente faleceu no final desse ano e o b.f.t. acabou por não se realizar em 2017. Tenho a forte convicção que os vinhos fortificados devem continuar a ter o seu próprio espaço, onde consumidores e compradores podem aprender mais sobre estes vinhos especiais e, com sorte, poder continuar com este legado do Ben. O evento é relativamente pequeno, com aproximadamente 40 produtores que apresentam cerca de 200 vinhos para cerca de 400 visitantes. Este tamanho é perfeito, pois permite que o programa seja relativamente intimista e que produtores e visitantes passem bastante tempo juntos. Estamos a trabalhar intensamente para em 2019 aumentar o número de comerciantes de vinhos independentes e os operadores de comércio que visitam o evento estão a considerar a possibilidade de incluir um mixologista que possa mostrar aos visitantes a versatilidade destes vinhos em cocktails, mas não estamos a planear aumentar muito mais o tamanho do evento.

    Os nossos agradecimentos a Alex Bridgeman e o maior sucesso para o The b.f.t..

©hsm

    
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The 2016 Vintage Port comprehensive list, the producer's and their notes.



     The 4th classic vintage Port of this century, 5 year after the extraordinary 2011 vintage ports, and after all the doubts and indecisions among winemakers and producers regarding a possible 2015 vintage declaration, which nevertheless was a year with very good conditions to produce vintage Port, we now have the 2016 vintage declaration.
    It was the result of a very difficult, demanding and challenging wine year for winegrowers, in which their experience and knowledge of the vineyards was absolutely fundamental to the critical decision of the right moment to harvest.

    To understand these wines (and in fact all wines) it is necessary to know all the peculiarities of the wine year that originated them. see more information: the douro 2016 harvest report

    Despite the number of the 2016 vintages declared, that we have recorded so far (91), however, it seems clear that, also taking into account the 2015 vintage Port declaration and although we are always within the scope of a classic generalized and comprehensive declaration, considering the number of producers who declared the 2016 vintage with their mains brands and the indisputable extraordinary quality of these wines, there were also important exceptions, houses that took the option of not declaring 2016 (such as Ramos Pinto) thus assuming the 2015 declaration preference, and others that reserved their main brands for the 2015 declaration (such as Niepoort and Alves de Sousa), facts that did not occur in the 2011 classic vintage declaration.

    In 2016, the quantity of vintage Port produced was lower, a consequence of the wine year characteristics, but also the commercial strategy of the main reputed companies to progressively value this special Port wine category, with the consequent price increase. This trend began to be noticed with the 2011 vintage Ports and after almost a quarter of a century (since the end of the 1980's) in which demand had slowed.

    We also have news, companies that declared their first vintage Port or new vintage Port brands, the first editions: Dona Otília - Ferreira Porto Vintage Vinhas Velhas - Quinta da Água Alta - Quinta do Pôpa - Quinta dos Lagares - Talentvs Quinta Seara D'Ordens.

    The list details:

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    The opinion of Port and Douro wine producer Dirk Niepoort on the Port wine sector, a current and lucid view:

    "One of the problems of the Port wine sector is that the Port houses want to "democratize" this wine as a way to develop their business. Democratizing is important in everything, but here democratization becomes trivialization. I would like to see Port as a "snob" and old-fashioned product, even elitist, but not banalized, which is what is becoming when ways are invented to get people to drink at any moment cheap Port. The future of Port wine is inseparable from the Douro wine and the Douro region future. In my view, we should reduce the quantity of Port wine produced, leave the excessive dependence we have on the cheap Port wines sold in supermarkets and focus on the higher Port wine categories (as is the case of the Colheita Ports), increase the overall quality and, consequently, increase prices. Port wine should be regarded as something very special, rare and desirable, that is not for everyone and not for everyday.".

    (in "Vinhos Grandes Escolhas" magazine, n.º 17, September issue).

    A opinião de Dirk Niepoort sobre o sector do vinho do Porto, uma perspectiva actual e lúcida:

    "Um dos problemas do sector do vinho do Porto são as casas quererem "democratizar" este vinho como forma de desenvolver o negócio. Democratizar é importante em tudo, mas aqui a democratização transforma-se em banalização. Eu gostava mais de ver o vinho do Porto como um produto "snob" e antiquado, elitista se quisermos, mas não banalizado, do que aquilo que se está a tornar quando se inventam formas para levar as pessoas a beber um Porto barato a qualquer momento. O futuro do vinho do Porto é indissociável do Douro vinho e Douro região. A meu ver deveríamos reduzir a quantidade de vinho do Porto, deixar a excessiva dependência que temos do vinho do Porto barato para supermercados, apostar mais nas categorias superiores (como é o caso dos Colheita), aumentar a qualidade geral e, consequentemente, o preço dos vinhos. O Porto deveria ser encarado como algo de especial, raro, desejável, que não é para todos nem para todos os dias.".

    (in revista "Vinho Grandes Escolhas", n.º 17, edição de Setembro 2018).
©hsm
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    Another uncharacteristic year in the Douro, difficult and challenging
    2018 was another atypical year in the Douro. We could even define irregular and uncharacteristic as the rule in recent years. 2018 had many difficulties and as main characteristics that define it: frequent and estended rainfall periods, hail storms, the great mildew pressure and the summer heat wave. But it seems that the grape quality was good and even, in some cases, as reported by some Douro producers, extraordinary.

     So, let us follow the wine year in the Douro.

    After a long cycle of extreme and severe drought, shortly after the 2017 harvest, which was very anticipated, as we have published here in Douro, the 2017 harvest report, the hot and rainless weather continued throughout the month of October. In November, finally, there was some rain that brought some relief to the soil and vineyards lack of water and to other agricultural crops in general. It was, however, in small quantity and insufficient. The average precipitation remained below average for the Douro region ultil March 2018. The specific case of the vines, these are plants with a deep root system and a relatively small size that usually can withstand water stress quite well.

    The Winter

    The winter was cold and dry, with little and insufficient precipitation.

    The Spring

    With the beginning of spring, there was finally intense and abundant rain that allowed the soil water reserves replenishment and was essential to overcome the previous drought periods. In the months of March, April and May 2018, precipitation levels were approximately twice the average for this time of year in the region.

    In addition to being extremely rainy, it was also in spring that the first serious difficulties of the year arose, on 28th May, in a cold period with heavy and intense rain, hail and thunderstorm. The soil was unable to absorb such a large amount of water in such a short period, which caused landslides and slopes to fall (the roads between Alijó, Sabrosa and Pinhão were closed). This storm caused significant damages and losses in some vineyards, especially in the Cima Corgo sub-region, in Alijó and Sabrosa, in Pinhão and surrounding area, Provesende and Vale de Mendiz.
    Some producers recorded partial and total crop losses. Among those affected, Quinta do Junco (The Fladgate Partnership), Quinta do Noval (which will have been substantially affected), Quinta do Bonfim (Dow's), Quinta da Cavadinha (Warre's) and Quinta de la Rosa. 

    It should be noted that these hail storms phenomena have been occurring with increasing frequency.

    The unstable weather, the heavy rain at the end of May, and the below-normal temperatures for this season, which coincided with the vine bud break(1) and the late flowering, also had as a consequence some severe crop loses and a 2 to 3 week delay in the vine vegetative cycle.
    There was still rain in the first weeks of June, and weather instability, constant and late rainfall and high humidity, provided the ideal conditions for the exceptionally agressive mildew(2) this year, which struck the vineyards and in many cases caused great procuction losses. The mildew also meant an increase in production costs for producers, both in treatments to fight the disease and to heal the hailstorm hit marks in the grapevines.

At Quinta do Passadouro, Vale de Mendiz, Pinhão river valley
    The Summer

    The months of June and July were also characterized by some climatic instability and a lot of rain still in June. Summer arrived, initially with mild temperaturres, lower than usual, which kept the grapevine vegetative cycle delay.

    But with August arrival the weather changes, with periods of strong heat and temperatures higher than usual. At the beginning of August there were temperatures above 40ºC in Cima Corgo and Douro Superior sub-regions (in some cases above 45ºC), and  a heat wave that caused sunburn scald in many vineyards and grapes, the most sensitive and less resistant to intense heat vine varieties were those to suffer the most. The 4th of August was the hottest day of the XXI century in the region and, according to the IPMA(3) data, August was the second hottest month of the last 88 years.

    Nevertheless, the July, August and September hot and dry weather allowed the grape maturation to regularize and the hot September month contributed to an acceleration of the grape ripening.

    The Harvest

    It was a late harvest, still determined by the vineyard vegetative cycle delay, which in turn determine that the harvest would begin later than usual. There was a generalized harvest delay throughout the Douro demarcated region of about 2 weeks in the different stages of the vine and grape development, sprouting, flowering and veraison. As mentioned, the higher temperatures that occurred in the grapes maturation phase allowed some recovery of the phenological cycle.

    There was good and quite hot weather throughout the 2018 harvest, with high temperatures above 30ºC (according to the IPMA data, September was the hottest since there are records) with hot days, but cooler nights that also influenced the final quality of grapes and wines.

    The harvest ended, in most cases, in the second and third week of October, which coincided with the first autumn rains.

    The production facts

    All the difficulties of the wine year mentioned above - the unstable climatic conditions, hail storms, mildew pressure and the heat wave - have led to a production drop, generally about 30% less (or between 20% to 50%), however, when considering the grape quality, procucers consider that quality was very good this year.

    Some cases

    According to the Quinta do Vallado report, considering Quinta do Vallado as a whole and the Upper Douro vineyards, the production drop reached around 15%, highlighting that there were vineyards that produced well and with optimal quality, along with the sousão grape variety that suffered greatly from the heat, other grape varieties like touriga francesa had an optimal quality. Despite everything expectatios are high, not only for Port wines but also for the house D.O.C. Douro wines.

    The Symington Family Estates group (which holds the Port wine brands Cockburn's, Graham's, Dow's, Quinta do Vesúvio and Warre's), reports that the 2018 production was very low, many of the vines producing less 40% than usual average and few vineyards with a yield of minus 25%. In spite of this, but also as a consequence of the low production, some excellent Port wines as well as D.O.C. Douro wines. As in Quinta do Vallado, Symington points out the good performance and good quality of the touriga francesa grapes with good color and good aromas which will be the main characteristics of this grape variety this year.

    Alexandre Antas Botelho, responsible for the Nobel & Murat Port wines, states that 2018 "was overall downright good (in quality). In our experience, the grapes arrived in good condition to the winery, we only had to be careful about the fruit temperature and the maturation state, in order to preserve the natural acidity essential for the balance of the wines. In the lagares, the critical issue was keeping temperatures low and under control which moreover has been a trend occuring in the last three years. The musts resulting from the vinifications had good color and body, also preserving very interesting aromas.".

At Quinta de Nápoles, Armamar, river Tedo valley

Notes:

(1) Bud break: it marks the beginning of the vine vegetative cycle, with the emergence of the shoots.

(2) Mildew: "This scourge first appeared in 1891, after the American rootstocks resistant to the phylloxera hab been introduced. It attacks as much the vines and flowers as the fruits. (...) Humidity and heat are essential conditions for its appearance. In case of a mildew attack, the roses immediatly accuse the event before the vine. This is why roses are planted in the vineyards." in Illustrated Port Wine Dictionary, by Manuel Pintão and Carlos Cabral
    It is one of the major vine diseases (the most destructive in Europe) and it occurs a bit throughout the country. It is a fungus that attacks the green parts of the plant and the fruits at all stages of its development. It can cause serious damage, which can vary according to the susceptibility of the grape variety and the vine stage development. It usually occurs in rainy springs and with high humidity levels in summer.

(3) IPMA: The Sea and Atmosphere Portuguese Institute.

©hsm

May also interest:  

                        Douro 2018 harvest field work        Douro, the 2017 harvest report

    

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    Foi mais um ano incaracterístico, difícil e desafiante no Douro
    2018 foi mais um ano atípico no Douro. Considerando os últimos anos, poderíamos definir como regra, anos irregulares e incaracterísticos. Na realidade, foi um ano vitícola com muitas dificuldades, que teve como principais características: períodos frequentes de chuva intensa e prolongada, tempestades localizadas de granizo, a grande pressão do míldio e os efeitos de uma onda de calor. Porém, ao que parece, a qualidade das uvas foi boa ou mesmo, como relatam alguns produtores da região, extraordinária.

    Acompanhemos então este ano vitícola no Douro.

    Depois de um longo ciclo de seca, extrema e severa em muitos casos, logo a seguir às vindimas de 2017, que foram muito antecipadas, como aqui demos conta em Douro, o relatorio da vindima 2017, o tempo quente e sem chuva continuou ainda durante todo o mês de Outubro 2017. Em Novembro surgiu finalmente alguma chuva, que trouxe algum alívio à falta de água nas vinhas e no geral a todas as culturas mas que, no entanto, foi em pouca quantidade e insuficiente. Os valores de precipitação registados continuaram abaixo da média em toda a região do Douro até Março de 2018. No caso específico das videiras, são plantas com um sistema radicular profundo e com um porte pequeno, que conseguem suportar bastante bem o stress hídrico.

    O Inverno

    O Inverno foi frio e seco, com alguma pouca e insuficiente chuva.

    A Primavera

    Com o início da Primavera, surgiu finalmente chuva intensa e abundante, que permitiu a reposição das reservas de água no solo e foi essencial para ultrapassar os anteriores períodos de calor e seca. Nos meses de Março, Abril e Maio de 2018, os níveis de precipitação foram aproximadamente o dobro da média para esta época do ano.

    Para além de extremamente chuvosa, foi também na Primavera que surgiram as primeiras dificuldades do ano, durante um período mais frio, com chuva forte e intensa, a 28 de Maio, irrompe uma intempérie de trovoada e granizo. O solo foi incapaz de absorver uma tão grande quantidade de água em tão pouco tempo, o que provocou deslizamento de terras e queda de taludes (as estradas entre Alijó, Sabrosa e Pinhão foram cortadas). Esta tempestade provocou estragos, prejuízos significativos e perdas em algumas vinhas, sobretudo na sub-região do Cima Corgo, nos concelhos de Alijó e Sabrosa, na vila do Pinhão e área circundante, em Provesende e Vale de Mendiz.
    Alguns dos produtores da região registaram perdas totais e parciais de colheitas. Entre algumas das quintas afectadas temos a Quinta do Junco (The Fladgate Partnership), Quinta do Noval, Quinta do Bonfim, Quinta da Cavadinha e Quinta de la Rosa.

    Refira-se, como nota, que estes fenómenos de tempestades localizadas de granizo têm ocorrido com cada vez mais frequência no Douro

    O tempo instável, a forte chuva do final do mês de Maio e as temperaturas mais baixas, coincidiram com a fase do abrolhamento da videira(1) e a floração tardia, teve como consequência, graves perdas e o atraso do ciclo vegetativo da videira entre 2 a 3 semanas.
    Seguiu-se ainda chuva nas primeiras semanas de Junho e a instabilidade meteorológica, com chuva constante e até bastante tarde e os elevados teores de humidade originaram as condições ideais para o aparecimento do míldio(2), excepcionalmente agressivo este ano, que atacou as videiras e provocou em muitos casos grandes perdas na produção. O míldio significou também um acréscimo de custos para os produtores, tanto nos tratamentos adicionais para combater a doença, como anteriormente para a cicatrização das marcas nas videiras que foram mais atingidas pelo granizo.


Na Quinta do Passadouro, Vale de Mendiz, no vale do rio Pinhão

     O Verão

    Os meses de Junho e Julho caracterizaram-se por alguma instabilidade climática, com muita chuva ainda em Junho. O verão chegou, inicialmente com temperaturas amenas e inferiores ao habitual, o que manteve o atraso do ciclo vegetativo.

    Mas, com a chegada do mês de Agosto, o clima alterou-se, com períodos de grande calor e temperaturas superiores à média. No início de Agosto registaram-se temperaturas superiores a 40ºC nas sub-regiões do Cima Corgo e Douro Superior (em alguns casos superiores a 45ºC) e uma onda de calor que causou fenómenos de escaldão em muitas vinhas, com as vinhas e castas mais sensíveis e com menor resistência ao intenso calor, a sofrerem mais. O dia 4 de Agosto foi o dia mais quente do séc. XXI e, de acordo com os dados do IPMA(3), o mês de Agosto foi o segundo mais quente dos últimos 88 anos.

    Todavia, o bom tempo de Julho, Agosto e Setembro, que foram meses quentes e secos, permitiu regularizar a maturação das uvas e o mês de Setembro quente contribuiu para uma aceleração do amadurecimento.

    A Vindima

    Foi uma vindima tardia, determinada ainda pelo atraso do ciclo vegetativo da vinha, que acabou por determinar que a vindima se realizasse mais tarde do que o habitual na região. Este atraso, de cerca de duas semanas nas fases de desenvolvimento da videira, abrolhamento, floração e pintor, foi generalizado em toda a região demarcada do Douro. Como referimos, as temperaturas mais altas durante a fase de maturação das uvas permitiram alguma recuperação do ciclo fenológico.

    Toda a vindima decorreu com bom tempo, bastante quente, com temperaturas máximas altas, superiores a 30ºC (de acordo com os dados do IPMA, o mês de Setembro foi o mais quente desde que existem registos), com os dias quentes mas com noites mais frescas que influenciaram a qualidade final das uvas e do vinho.

    A vindima terminou, na maioria dos casos, entre a segunda e terceira semana de Outubro, que coincidiu com a chegada das primeiras chuvas de Outono.

     A produção

    Todas as dificuldades deste ano vitícola - as condições climatéricas irregulares, o granizo, a pressão do míldio - não podiam deixar de se reflectir na quebra de produção de aproximadamente 30% (ou entre 20% e 50%). Apesar de tudo, quando se considera a qualidade, parece haver unanimidade entre os produtores quanto a uma colheita, pelo menos, de boa qualidade.

    Alguns casos

    De acordo com o relatório divulgado pela Quinta do Vallado, no conjunto da Quinta do Vallado e das vinhas do Douro Superior que este produtor detém, a quebra de produção total atingiu cerca de 15%, sublinhando como pontos positivos, as vinhas que produziram bem e com uma qualidade óptima, a par do sousão que sofreu bastante com o calor, outras castas como a touriga francesa tiveram um bom desempenho. Em todo o caso, as expectativas são elavadas, não apenas para os vinhos do Porto, mas também para os vinhos tranquilos desta casa.

    No grupo Symington Family Estates (detentor das marcas principais de vinho do Porto Cockburn's, Dow's, Graham's, Quinta do Vesúvio, Warre's) em 2018 a produção foi muito baixa, com muitas das vinhas a produzirem menos 40% do que o habitual e com algumas poucas vinhas com um rendimento de menos 25%. Apesar da baixa produção e também como consequência, produziram-se alguns vinhos do Porto excelentes, assim como vinhos D.O.C. Douro. Tal como a Quinta do Vallado, a Symington assinala o bom comportamento da touriga francesa, com boa côr e bons aromas que vão ser as características dos vinhos desta casta este ano.

    Alexandre Antas Botelho, responsável pelos vinhos do Porto da Noble & Murat, refere que 2018 " (em qualidade) foi no geral francamente bom. No nosso caso, as uvas chegaram em bom estado à adega, tivemos apenas de ter cuidado em relação à temperatura da fruta e ao estado de maturação, de modo a preservar a acidez natural essencial para o equilíbrio dos vinhos. No lagar a questão crítica foi manter as temperaturas baixas e sob controlo o que, de resto, é já uma tendência que se tem verificado nos últimos três anos. Os mostos resultantes das vinificações deste ano têm uma boa côr e um bom corpo, apresentando também aromas muito interessantes.".


Na Quinta de Nápoles, Armamar, vale do rio Tedo

Notas: 

(1) Abrolhamento: marca o início do ciclo vegetativo da videira. A videira termina a época de repouso com o aparecimento dos rebentos ou rebentação dos gomos.

(2)Míldio: "este flagelo apareceu em 1891, depois de terem sido introduzidos os porta-enxertos dos EUA, resistentes à filoxera. Ataca tanto as parras, como as flores e os frutos. (...) A humidade e o calor são as condições essenciais para o seu aparecimento. Em caso de ataque, as roseiras imediatamente acusam o sucedido, antes da videira. Por essa razão se plantam roseiras nos vinhedos.". in Diccionário Ilustrado do Vinho do Porto, de Manuel Pintão e Carlos Cabral.
    É uma das principais doenças da videira (a mais destrutiva na Europa), ocorre um pouco por todo o país. Trata-se de um fungo que ataca as partes verdes e os frutos em todas as fases do seu desenvolvimento. Pode causar graves prejuízos, que variam de acordo com a susceptibilidade da casta e o estado de desenvolvimento da planta. Surge habitualmente nas primaveras chuvosas e verões húmidos.

(3) IPMA: Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

©hsm

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    When the 2019 b.f.t. or big fortified tasting cycle begins, with the booking opening for exhibitors and all those interested in participating in this important exhibition, which is intended only for professional visitors (on trade, off trade and press), in time to organize and plan next year's activities and agenda, let's get to know a little better this event.

with permission the b.f.t.

    The b.f.t., what is it all about?

    It's an event held annually in the center of London, which began in 2010 and year after year quickly became a huge success. Presently a world reference and the largest show specialized and exclusively dedicated to worldwide fortified wines. A not to be missed exhibition, an excellent opportunity to get to know and learn more about the great diversity and the different fortified wine styles, also to reinforce its notoriety and recognition, positioning and quality, which is always to be valued. This promotion occasion is directed not only to the british market, but also to a much wider scope given the visibility that this show has achieved.
    It is visited by interested people whose purpose is to taste and know this special wines better, without the dispersion and lack of visibility that always happens in the general wine shows that are extended to all wine types.

    This is an event that has as privileged target the professional visitors, connected to areas such hotel and catering, importers, distribution companies, restaurants and sommeliers, wine critics and journalists and general press.


with permission the b.f.t.

    The records that define the b.f.t., last edition message:

    The last b.f.t. was its 8th edition, held last May 2018.
    In order to better understand the b.f.t. current scope, let us consider the following data:

    In the last edition there were a total of 637 registrations, of which more than 400 visited the event;
    Approximately the visitors were divided as follows;
  • 45% off-trade, large wine merchants such as Berry, Bros. & Rudd, Corney & Barrow, as well as other smaller wine merchants as Vintage Wine & Port, Oxford Wine company and retailers such as The Wine Society, Waitrose and Fortnum & Mason;
  • 27% on-trade, restaurants such as "The Fat Duck", "Bar Douro", "Petrus" and "Tate", bars such as "Ritz", "Wine Social & Tapas" and "The Port House", London clubs and university colleges;
  • the remaining 28% was made up of trade and general press (among others, Sunday Times, The Independent, Yorkshire Post, Decanter and Fine Wine Magazine), wine writers and bloggers (including Julia Harding from Jancis Robinson's Purple Pages, Richard Mayson, Alex Liddell and Neal Martin), educators from WSET as well as independent wine educators, restaurant wine list consultants, PR companies and leading London auction houses.
    
with permission the b.f.t.


    The national fortified wine producers in detail

    There was a reasonably strong presence of portuguese producers in the last edition as well as a variety of wine styles, with a wide presentation of the various types of fortified wines produced in Portugal, with a special emphasis on the Madeira wines representation, with the participation of 6 producing and exporting houses, with the fundamental support and co-financing of the IVBAM (Institute of Wine, Embroidery and Handicraft of Madeira) which thus intends to reinforce its presence in the british market that in 2017 was the most important in value for Madeira wine.

    Some Port wine houses have presented in first hand experience their latest 2016 vintage Ports, the most recent classic vintage Port declaration: Quinta das Lamelas, Sandeman, Offley, Quevedo, Barros, Burmester, Cálem and Kopke.


with permission the b.f.t.

     From a total of 290 wines presented at the exhibition (from Portugal, Spain, France and Australia), 206 (about 71%) were wines from portuguese wine producers and were thus distributed:

    144 Port wines, 50 Madeira wines, 9 moscatél de Setúbal wines and 3 other fortified wines, which in turn represented a total of 55 wine brands, 24 Port wine brands, 7 Madeira wine brands, 3 moscatél de Setúbal brands and 1 other wine brand, presented by a total of 43 producers, 18 for Port wine, 6 for Madeira wine, 2 for moscatél de Setubal and 1 for other fortified wine style.

    Besides the wine presentation and tastings, the programe also includes interesting, informative and enriching special tastings with commented presentations, the Masterclasses, which included among others not less interesting, "Niepoort, Dawn of a new vintage", in which Dirk Nieport explained the art of combining the blend of the different components from the same vintage, to create a vintage Port, and "Barbeito: new challenges and projects, from 1981 to 2017", a trip through the different categories and styles of this producer's Madeira wines.


with permission the b.f.t.

    We must also mention that contrary to the commitment of the IVBAM already mentioned, the IVDP (Douro and Port Wine Institute) unfortunately has so far not considered this event as an opportunity to promote Port wine, not so much for the major and renown houses, but above all in supporting the small bottling producers who would have an excellent opportunity here to present themselves and their wines, enriching the Port wine presentation diversity, extending the proposals to other Port wine profiles.

    The same is true for the participation of other portuguese fortified wine producers, some unique and original wines, I remember for example the Carcavelos wine and the incentive and support of the Oeiras City Council, which has done so much to ensure that this historic fortified wine does not disappear.

    The 2019 b.f.t. edition

   In 2019 the main focus of the organization is to increase the number of visitors of the event, which will remain only for professional visitors and not open to the general public and individual consumers, except for the participant's guests.
    The date scheduled for the 2019 edition is April 16th, earlier than previous editions, but so scheduled to ensure  a greater agenda compatibility and so the possibility of more producers being present.

    It is also important to mention that the organization takes into account the special cases of the small producers for individualized solutions of space sharing in the show.


with permission the b.f.t.

    The opinions...

    In the opinion of Óscar Quevedo (Quevedo Port Wine), a participant in the b.f.t. last edition: "participating in the b.f.t. is the best way to get people to taste and display our Port wines to the UK press and buyers. An event immaculately organized and with a huge focus on Port wine. An event for which the IVDP should very seriously consider the organization of a joint participation.".

    "I find it exceptionally good.", Dirk Niepoort.

    "People are coming here already with the frame of mind that they are going to taste fortified wines and I think this is very good news.", Johnny Graham (Churchill's).


   To find out more and register b.f.t. 2019: thebft.co.uk

   The photos of the present publication were kindly provided by the b.f.t. to whom we are grateful.

©hsm
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     Quando tem início o ciclo do b.f.t. ou big fortified tasting 2019, com o anúncio da abertura de inscrições e reservas para expositores participantes e interessados neste importante acontecimento, que se destina apenas a visitantes profissionais (on trade, off trade e imprensa), num momento de planeamento da agenda de actividades para o próximo ano, ficamos a conhecer um pouco melhor esta mostra.

com permissão the b.f.t.

     The b.f.t., de que se trata?

    É um acontecimento que se realiza anualmente, no centro de Londres, que teve início em 2010, e que ano após ano rapidamente se tornou num acontecimento com enorme sucesso, que é hoje uma referência mundial e a maior mostra especializada e dedicada exclusivamente a vinhos fortificados de todo o mundo. Actualmente, é um evento imperdível, uma excelente oportunidade para conhecer e dar a conhecer a grande diversidade e os diferentes estilos de vinhos fortificados, assim como para reforçar a sua notoriedade e reconhecimento, posicionamento e qualidade, o que é sempre de valorizar. Esta oportunidade de promoção vale não só para o mercado britânico, mas também num âmbito muito mais alargado, considerando a visibilidade do evento.

    É visitado por pessoas interessadas e que têm à partida o propósito específico de provar e conhecer vinhos fortificados, sem a dispersão e a falta de visibilidade que acontece inevitavelmente nas mostras mais gerais e alargadas a todo o tipo de  vinhos.

     Este é um evento que tem como destinatários privilegiados os visitantes profissionais, sejam ligados à hotelaria e restauração, importadores e empresas de distribuição, sommeliers, críticos e jornalistas.

com permissão the b.f.t.

    Os dados que definem o b.f.t., a mensagem da última edição

    A última edição do b.f.t., que foi a 8.ª, decorreu no passado mês de Maio de 2018, na Church House, em Westminster, na cidade de  Londres.
   Para se perceber o alcance actual deste acontecimento, consideremos os seguintes dados:

    Nesta edição houve um total de 637 registos, dos quais mais de 400 visitaram o evento.
    Em termos aproximados, a divisão e constituição dos visitantes foi a seguinte:

  • 45% off-trade, grandes comerciantes de vinho do mercado britânico, como por exemplo, Berry, Bros. & Rudd, Corney & Barrow, assim como outros vários importantes comerciantes com menor dimensão como Vintage Wine & Port, Oxford Wine Company e retalhistas como Wine Society, Waitrose e Fortnum & Mason;
  • 27% on-trade, os responsáveis de restaurantes como "The Fat Duck", "Bar Douro", "Petrus" e "Tate", bares como "Ritz" e "Wine Social & Tapas" e "The Port House", clubes londrinos e colégios de universidades;
  • Os restantes 28% foram constituídos por comerciantes e imprensa generalista e especializada (entre outros, Sunday Times, The Independent, Yorkshire Post, Decanter, Fine Wine Magazine), críticos de vinhos, jornalistas e bloggers (por exp., Julia Harding que integra as "Purple Pages" de Jancis Robinson, Richard Mayson, Alex Liddell e Neal Martin), formadores do WSET e outros formadores independentes, consultores de restaurantes, empresas de relações públicas e as principais casas leiloeiras de Londres.
com permissão the b.f.t.

    Os produtores nacionais em detalhe

    Nesta edição houve uma grande presença de produtores e vinhos nacionais, com uma apresentação alargada dos diversos tipos de vinhos fortificados produzidos em Portugal. Uma forte representação dos vinhos da Madeira, com a participação de 6 casas produtoras e exportadoras, com o apoio e co-financiamento fundamental do IVBAM (Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira) que assim pretende reforçar a aposta no mercado britânico, que em 2017 foi o mais importante para o vinho da Madeira em valor.

    Alguns dos produtores de vinho do Porto, apresentaram e deram a conhecer em primeira mão, os seus mais recentes vintages de 2016, a mais recente declaração de Porto vintage clássico: Quinta das Lamelas, Sandeman, Offley, Quevedo Porto, Barros, Burmester, Calém e Kopke.


com permissão the b.f.t.

   De um total de 290 vinhos fortificados em prova (com origem em Portugal, Espanha, França e Austrália), 206 (71%) com origem em Portugal e assim distribuídos:

    144 vinhos do Porto, 50 vinhos da Madeira, 9 moscatel de Setúbal e 3 vinhos fortificados de outros estilos, que por sua vez representavam um total de 55 marcas de vinhos, 24 de vinho do Porto, 7 de vinho da Madeira, 3 de moscatel de Setúbal e 1 de outro estilo de vinho, que foram apresentados por um total de 43 produtores nacionais, dos quais 18 de vinho do Porto, 6 de vinho da Madeira, 2 de moscatel de Setúbal e 1 de outros vinhos fortificados.

    Para além da apresentação de vinhos, a mostra compreende também na sua programação interessantes e instrutivas provas especiais com apresentações comentadas, que constituem as "Masterclasses", entre outras não menos interessantes, registamos "Niepoort, dawn of a new vintage", em que Dirk Niepoort explicou a arte de combinar os diferentes vinhos da mesma colheita para a criação de um Porto vintage, "Barbeiro, new challenges and projects: a view from 1981 to 2017", uma viagem por diferentes categorias e estilos dos vinhos da Madeira deste produtor.

com permissão the b.f.t.

     Temos também que referir que, ao contrário da aposta empenhada e comprometida do IVBAM que já mencionamos, o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) até agora não tem considerado e assumido este acontecimento como uma oportunidade para promoção dos vinhos do Porto, não tanto para os grandes produtores de renome, mas sobretudo para o apoio a pequenos produtores engarrafadores que conseguiriam aqui uma excelente oportunidade para se apresentarem e aos seus vinhos, enriquecendo a diversidade e o conjunto dos vinhos do Porto em participação.

    O mesmo se diga de outros vinhos fortificados portugueses, originais e únicos, estou a lembrar-me do vinho de Carcavelos e do incentivo fundamental da Câmara Municipal de Oeiras para que este vinho não desapareça.

    A próxima edição, The b.f.t. 2019

    Em 2019, o principal objectivo da organização é o aumento do número de visitantes, que se manterá unicamente para visitantes profissionais e não aberto ao público em geral e consumidores individuais, excepto para os convidados dos participantes.
    A data prevista para a sua realização é 16 de Abril de 2019, decorrerá na Church House, em Londres. Mais cedo do que tem sido habitual em anos anteriores para corresponder a uma maior disponibilidade de participantes.
    A organização tem ainda em conta os casos especiais de pequenos produtores para soluções individualizadas de partilha de espaços nesta mostra.

com permissão the b.f.t.

    As opiniões...

    Na opinião de Óscar Quevedo (Quevedo Port Wine), participante na última edição: "a participação no b.f.t. é a melhor forma de dar a provar e expôr os nossos vinhos do Porto à imprensa e compradores do Reino Unido. Uma prova organizada de forma imaculada e com um enorme foco no vinho do Porto. Um evento que o IVDP deveria muito seriamente pensar em organizar uma participação conjunta.".

    "Uma prova excepcionalmente boa", Dirk Niepoort.

    "As pessoas vêm cá com o estado de espírito de que vão provar vinhos fortificados e penso que isso são muito boas notícias.", Johnny Graham (Churchill's).


    Para mais informações e registo: thebft.co.uk


    As fotografias utilizadas na presente publicação foram gentilmente cedidas pela b.f.t, a quem deixamos o nosso agradecimento.


©hsm
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Harvest at Quinta do Passadouro old vineyards (Vale de Mendiz, Pinhão river valley, Cima-Corgo sub-region).
On this date, approximately half harvest completed.
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    A 24 year old vintage Port, produced by Dirk Niepoort, during the period of his collaboration with Quinta do Passadouro (located in Vale de Mendiz, in the Pinhão river valley in the Cima Corgo Douro sub-region).

    1994 was a year of great and memorable vintage Ports, a classic vintage year of generalized vintage declaration by Port producers. Generally the vintage conditions were ideal and the grapes were perfect.
    Also remember that 1994 was the year that Fonseca and Taylor's vintage Ports obtained the maximum score possible, 100 points., by the prestigious american magazine "Wine Spectator".

    We could start by defining the Quinta do Passadouro Vintage Port 1994 as a medium weight vintage Port, which at this stage appears to be at an ideal point of its evolution.

    It already has a more open colour, wich can be described as dark red with brownish hues, reminding the colour of some 10 year old tawny Ports.
    With a lively fruity nose, black (raspberries and blackberries) and ripe red fruit (cherries) and some floral notes.
     It has some freshness in the mouth, it is balanced and rich, velvety with an elegant texture, black and red fruit and cherry liqueur notes. Persistent with a good mouth length.

   

     Um Porto vintage com 24 anos, da fase de colaboração de Dirk Niepoort com a Quinta do Passadouro (localizada em Vale de Mendiz, no vale do rio Pinhão, na sub-região do Cima Corgo).

    1994 foi um ano de grandes e memoráveis vintages, um ano vintage clássico de declaração generalizada entre os produtores de vinho do Porto. Em geral, a vindima decorreu em condições ideais e com uvas perfeitas.
     Relembre-se também que 1994 foi o ano em que os vintages da Fonseca e da Taylor's obtiveram a pontuação máxima, 100 pontos, pela prestigiada revista norte-americana "Wine Spectator".

    Podemos começar a definir o Quinta do Passadouro Porto Vintage 1994 como um vintage de médio porte, que nesta fase parece estar num ponto ideal de evolução.

    Apresenta já uma côr mais aberta, de um vermelho escuro com tons acastanhados, que faz lembrar a côr de alguns Porto tawny com 10 anos.
    Tem vivacidade no nariz, com fruta evidente, frutos pretos, amoras e framboesas e fruta vermelha madura, cereja e notas florais.
    Sente-se alguma frescura na boca, é equilibrado, rico, elegante e com uma textura aveludada, frutos pretos e vermelhos e notas licoradas. Com um bom comprimento de boca.

©HSM

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    It was was actually a Vintage Port Wine day, with the 2016 Vintage Port presentation. A classic vintage year recently declared, the fifth classic vintage of this century, of a demanding and challenging harvest, in which it was essential all the experience and knowledge and chosing the right moment to start harvesting, with exceptional quality wines, in an extraordinary and memorable tasting event which took place at the Leixões Cruise Terminal, where also took place the 2016 classic Vintage Port formal proclamation ceremony held by the Confraria do Vinho do Porto or Port Wine Brotherhood and the blend making of the "Confraria Vintage", a special Vintage Port blend made of 40 declared different Vintage Port brands.

    For Port Wine!

George Sandeman, Confraria do Vinho do Porto (Port Wine Brotherhood) 10th Chancellor, on duty on the day of the 2016 Vintage Port proclamation ceremony.
    
    Organized by the IVDP - The Douro and Port Wine Institute - in which approximatly 50 Port wine producers presented their main Vintage Port brands.

    To taste young Vintage Ports in its early life stage is always demanding and an experience of resistance and the memory that we will keep corresponds always to an unrepeatable moment in the long evolution capacity of these unique and very special wines.



    With the opportunity to get to know and taste some first edition 2016 vintages, like "Quinta da Oliveirinha", produced by Alves de Sousa, a quinta located near Pinhão (Cima Corgo sub region) from a vineyard by the river; "Talentvs",  a Vintage Port produced by Seara d'Ordens, to be produced in classic vintage years and only when the quality desired by the producer is achieved; "Água Alta", produced by Vieira de Sousa, the same Quinta da Água Alta which originated the Churchill's single quinta vintage Ports until Quinta da Gricha final acquisition in 1999.




   It's worth noting some vintages that remainned in memory by its strong character and identity, aromatic and with a very good structure, freshness and good acidity: Churchill's, Noble & Murat (with a special dry finish) and Quinta do Infantado (characteristically a drier Vintage Port).




   A curiosity that resulted of the comparison of the Vintage Ports presented by Alves de Sousa, Quinta da Gaivosa (from the Baixo Corgo sub region) and the recent Quinta da Oliveirinha (from the Cima Corgo sub region), with the clearest freshness of the first one, which would lead us to consider if, with the recent climate change consequences, and the search for acidity and freshness in wines, should not we consider the historic region of the Baixo Corgo (the coolest of the three sub regions of the entire Douro wine producting area), to achieve this characteristics?

    We will return to the 2016 Vintage Ports shortly in a future publication, for now some images of the event.




A prova especial Porto Vintage 2016, Port Wine day 2018

    Um Vintage Port wine day, com os Porto Vintage 2016, um ano vintage clássico, o quinto deste século, de uma colheita desafiante e muito exigente para os produtores, em que foram determinantes toda a experiência e conhecimento das vinhas no momento da vindima, com vinhos de qualidade excepcional, numa prova extraordinária e memorável que decorreu no Terminal de Cruzeiros de Leixões, onde ocorreu também a cerimónia formal de proclamação do Vintage 2016 pela Confraria do Vinho do Porto, assim como a feitoria do "Vintage Confraria", que junta num lote especial 40 Vintages declarados de diferentes produtores.

    Pelo Vinho do Porto!




    A prova foi organizada pelo IVDP - Instituto dos Vinhos do Douro e Porto - em que aproximadamente 50 produtores apresentaram os vintages das suas principais marcas.

    Provar vintages novos em início de vida, é sempre exigente e uma prova de resistência, mas a memória com que ficamos corresponde sempre a um momento irrepetível na longa capacidade de evolução destes vinhos únicos e muito especiais.



    Com alguns vintages em primeira edição, o "Quinta da Oliveirinha", produzido por Alves de Sousa, de uma quinta localizada próximo do Pinhão (no Cima Corgo), de uma vinha junto ao rio; o "Talentvs", produzido pela Seara d'Ordens apenas em anos clássicos e quando a qualidade pretendida satisfizer os critérios do produtor; o "Água Alta", produzido por Vieira de Sousa, com uvas da mesma Quinta da Água Alta a partir da qual a Churchill's produzia o seu Vintage de quinta até à aquisição definitiva da Quinta da Gricha em 1999.



    Com destaque para alguns Vintages que ficaram na memória, com carácter e identidade, aromáticos, com grande estrutura, frescos e com boa acidez: Churchil's, Noble & Murat (com um final seco) e Quinta do Infantado (talvez o Vintage mais seco em prova).

    Também a comparação dos vintages apresentados por Alves de Sousa, Quinta da Gaivosa (do Baixo Corgo) e o mais recente Quinta da Oliveirinha (do Cima Corgo), com a maior frescura evidente do primeiro, que nos levou à consideração se, com a tendência das recentes alterações climáticas com a subida das temperaturas, e a procura de frescura e acidez nos vinhos, não seria de considerar a histórica região do Baixo Corgo (notoriamente a mais fresca das três regiões da região demarcada do Douro) para conseguir estas características?

    Voltaremos aos Vintages 2016 em breve, em próxima publicação, por agora deixamos algumas imagens do acontecimento.


©HSM

  

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