Loading...

Follow Louco Por Guitarra on Feedspot

Continue with Google
Continue with Facebook
or

Valid

Oscar Isaka

(obs: antes de fazer perguntas e ou postar comentários, leia aqui: CLIQUE)

Dumble Overdrive Special

Mês passado tive a oportunidade de ter comigo 3 amps de distintos fabricantes nacionais porem com a proposta semelhante, entregar a famosa sonoridade dos amps fabricados por Alexander Howard Dumble. E mais uma vez eu to aqui pra postar sobre eles.. rs

Eu e o Mateus Leite (@mateusleite.insta) combinamos de ouvir os amps para constatar as diferenças das sonoridades. O Mateus é um baita guitarrista, e já que estávamos no estúdio, registramos uns takes com os mesmo riffs a fim de poder ouvir lado a lado. Tocamos bastante nos amps, entendemos bem a proposta, feel e sonoridade e tentamos extrair o melhor timbre de cada um deles. Eles são distintos o suficiente que não fazia sentido uma comparação com mesmas regulagens nem nada disso. 


T Miranda Overdrive 35s
Segundo o próprio Távio Miranda, ele é baseado no Overdrive Special clássico. O site mesmo não diz qual modelo, mas o mais notável desse modelo é o formato LunchBox(Sem reverb), sendo pequeno e portátil pra levar a qualquer lugar. Sendo o modelo testado aqui de 35W, tem um ligeira diferença na resposta pros outros maiores de 50W mas fala muito bem e entrega o DNA Dumble! Essa versão que testamos é umas das primeiras, e o próprio Távio Miranda recomendou testar a versão nova, já com 50W e visual ja atualizado e opção de Reverb, chamado de "Overdrive Special" (Link). A Versão que tem reverb disponível é o Head maior (Link).

T Miranda Overdrive Special (Versão Nova)
*Embora o vídeo mostre um Overdrive 50s no chassis, o Távio me confirmou que ele é um 35s mesmo. 

Pedrone Overdone Special V1
O Overdone é baseado no TwoRock Custom Reverb Signature, que por sua vez, também já é baseado no Overdrive Special. A diferença é que a TwoRock inseriu um loop de efeitos valvulado (Derivado do Dumbleator) e um circuito de reverb com tanque de mola também valvulado (reverb Fender Clássico). O que tocamos é a 1 versão do Overdone (Link) com 50W, que já sofreu algumas mudanças e hoje tem um design um pouco diferente, porém mantendo a mesma característica sonora segundo o próprio Pedrone. Já fizemos um review desse Amp aqui mesmo no blog. 

Pedrone Overdone (Versão Nova)

Explend Diamond Drive

Talvez o mais novo da gangue, o Explend Diamond Drive (Link) se diferencia um pouco dos anteriores. Isso por que ele se baseia no Dumble Overdrive Special #183 famoso por ter válvulas EL34 no Power. O Diamond Drive contém o loop passivo, não conta com reverb (nem como opcional) e 50W de potência, assim como o Overdone.

Explend Diamond Drive

Para a gravação, fomos ao estúdio 3x7 (Facebook)  aqui de Curitiba onde utilizamos o seguinte setup:


  • A guitarra foi uma Fender Custom Shop 57 Reissue Relic ano 2006 com captadores originais (Fender Custom Shop 50s).
  • Utilizamos 2 Caixas 1x12, uma clone de um Combo Fender Deluxe Reverb open back e outra Clone da TwoRock Open Oval Back ambas equipadas com Falantes Celestion G12-65. Interessante notar a diferença de resposta dos amps com caixas diferentes que ficou bem nítida no vídeo (ouça com fones). Ambas as caixas fabricadas pela RoxStage.
  • Um microfone Sunheiser 906e foi utilizado próximo ao falante (mais ou menos 4 dedos) e ligado a um preamp SSL Alpha VHD direto no ProTools. 
  • Para captar o som da Sala (excelente por sinal), utilizamos um Neumann U84 ligado a um preamp Chandler TG2500 direto no ProTools. 
  • Só foi utilizado um compressor leve para equilibrar os volumes no vídeo e mais nenhum tipo de EQ ou processamento.

O resultado ficou muito legal! As nuances sonoras de cada modelo ficaram bem presentes e claras (novamente, ouça com fones :-) ) de modo que uma comparação de melhor ou pior fica injusta. O mais adequado seria, qual melhor se encaixa ao meu gosto/timbre. Justamente como o Dumble fazia com seus amps :-). Obrigado mais uma vez ao Mateus por ter gravado os takes !


LPG Demo - Amps Dumble-based Brasucas - YouTube


Read Full Article
  • Show original
  • .
  • Share
  • .
  • Favorite
  • .
  • Email
  • .
  • Add Tags 

Paulo May

(obs: antes de fazer perguntas e ou postar comentários, leia aqui: CLIQUE)


LPG Bass Cut - YouTube


        "Deus do céu - por que eu não sabia disso?" PQP, mais de 20 anos me incomodando com timbres gordos e sem definição e a resposta (pelo menos pra 90% deles) é um simples circuito com um capacitor e um resistor que custa menos que 5 reais... PQP!
Novamente, a culpa é do meu velho e horroroso mau hábito de generalizar minhas conclusões - como eu não gosto de equalização ativa, principalmente em guitarra, generalizei e passei a repudiar também a EQ passiva, que é outro universo.  

        O próprio controle de tonalidade nas guitarras é um circuito de EQ passiva, pois "filtra" os agudos, ou deixa passar os graves (low pass filter). Quanto maior o valor do capacitor, mais baixo inicia o corte de agudos, por isso singles, que são mais agudos, geralmente utilizam capacitores de 0,47 uF e humbuckers, 0,22 uF. Simples, mas nunca usei o corte de agudos nas minhas guitarras. O potenciômetro de tonalidade da minha telecaster 68 não é girado há mais de 20 anos, hehehe...
Sempre acreditei que guitarra boa e captadores bons não precisam de equalização porque a sonoridade essencial já é boa e um dos fundamentos desse blog é tentar entender como funciona esse processo que chamamos de "timbre". 

Assim, um dos maiores problemas que sempre enfrentei foi o de guitarras com timbre "gordo", "abafado", "embolado". Por que algumas guitarras soam assim? Seriam as madeiras, o circuito elétrico, captadores, hardware? Anos e anos nessa labuta e ainda sei muito pouco, infelizmente. Mas tenho 99% de certeza de que a estrutura da guitarra (madeiras + tipo de construção) determina a "alma" dela: gorda/grave, normal ou magra/aguda. Os captadores têm pouca influência nesse padrão, para pior ou melhor. Ou seja, se uma guitarra tem a alma grave, ela sempre soará grave. E acreditem, pelo menos 90% das guitarras abafadas não sofrem de falta de agudos, mas sim de excesso de graves, que entopem o input dos amps, pedais e obviamente, nossos ouvidos. 

Em relação às guitarras de alma gorda/grave, a minha abordagem estava completamente errada - durante anos eu tenho tentado artifícios para aumentar os agudos nessas guitarras, mas o pulo do gato aí é "CORTAR OS GRAVES". Simples e óbvio, mas o idiota aqui não viu isso... 

Bem, ao longo desses anos eu li vários artigos sobre circuitos passivos de corte de graves (high pass filter ou filtro de passa alta - deixa passar as frequências altas e filtra as baixas, a partir de um ponto de corte definido). A Fender Jaguar tem uma chave de high pass e o Leo Fender aprimorou esse conceito nas G&L com o sistema "PTB" (Passive Treble/Bass). Sim eu lia, mas infelizmente passava batido porque como falei, a ideia de "equalizar" o timbre me soava artificial demais. Já doei algumas guitarras por causa dessa "alma gorda/grave", mas hoje sei que facilmente resolveria esse problema com uma simples modificação no pot de tone, que transforma o filtro de agudos em filtro de graves.

Então é isso, quase todas as guitarras têm um filtro de passa baixas (low pass), que é o controle de tonalidade, mas pouquíssimas tem um filtro de passa altas (high pass). Que coisa louca - a não ser que você seja um cara muito fã do "woman tone" do Eric Clapton ou fanático por aquele timbre obeso, geralmente com fuzz, como às vezes o do Dan Auerbach, tipo "proto-modern-white-nerd-cool-blues", provavelmente um filtro de high pass/bass cut será muito mais útil. 

        Quando resolvi testar o circuito, na Roland Fishtail, um post no blog do americano Aaron Lum foi fundamental (clique). Os esquemas que estão aqui são dele e eu modifiquei o de Les Paul para colocar o bass cut em ambos os captadores. Como falei no post da fishtail, existe um site com uma calculadora automática dos valores do capacitor e resistor (sempre ligados em série) para se obter um corte de graves numa frequência específica. Já coloquei esse sistema em 4 guitarras e posso adiantar que um ponto de corte entre 60 e 110 Hz é o ideal (mais musical) para a maioria delas. O que percebemos na real é um aumento da clareza e definição do timbre - as notas embolam menos e sobra mais espaço para os médios e agudos no espectro da percepção sonora. Ainda não precisei utilizar o filtro em captadores singles comuns, de tele e strato, mas em humbuckers ou P90 de braço, o efeito é fantástico - limpa tudo. 
Especificamente, devo "travar" em duas combinações: 
1) Resistor 470 kohms (kilohms) + Capacitor de 4.7 nF (nanofarads), com ponto de corte de 72 Hz e 
2) Resistor 680 kohms (kilohms) + Capacitor de 2.2 nF (nanofarads), com ponto de corte de 106 Hz
O valor do capacitor é o que mais influencia aí - quanto menor, mais alto é o ponto de corte de graves. Atenção para os valores dos capacitores - quando for comprar especifique "NANO" farads (nF) ou faça a conversão para micro farads (uF).

O filtro pode ser colocado em vários pontos do circuito: através de uma chave liga/desliga, direto na saída do jack ou no hot do captador específico ou, se quisermos mais controle sobre a intensidade do filtro (ideal), acoplado ao pot de tonalidade. Em 3 guitarras coloquei no pot de tonalidade (obviamente desativando a função de corte de agudos) e recomendo pots 500k "B" lineares. Os "A" logarítmicos são chatos pra localizar o ponto. 





Em uma delas, direto no hot do captador do braço, logo antes de ligá-lo na chave:



A ligação básica é essa de baixo: o sinal que vem do captador entra por uma perna do capacitor que está ligada à uma das pernas do resistor - esse ponto é a saída do sinal já filtrado, é ali que ligamos ou no seletor ou direto no jack de saída. A outra perna do resistor é ligada no terra, kkk - é por ali que as gorduras sairão... :). Esse é o famoso "Circuito RC de Passa Altas", coisa básica pra quem conhece eletrônica mas complicada pra guitarristas.  


Seguem os esquemas para guitarras com fiação tipo Les Paul:

Estilo LP, com master tone para corte de agudos e outro master tone para corte de graves




Estilo LP, com ambos os pots para corte de graves, sem corte de agudos. Nessa opção podemos especificar valores diferentes e/ou a intensidade de corte para cada captador.

A única coisa que lamento é não ter aprendido/aplicado isso antes. Esse post deveria ser um dos primeiros do blog...


Read Full Article
  • Show original
  • .
  • Share
  • .
  • Favorite
  • .
  • Email
  • .
  • Add Tags 

Separate tags by commas
To access this feature, please upgrade your account.
Start your free month
Free Preview